1. Tenho um familiar internado em hospital e que pode beneficiar-se do atendimento pelo Home Care após a alta. Provavelmente ele precisará de ventilação mecânica (uso de respirador). São necessárias reformas na minha residência?

O domicílio de um paciente que receberá ventilação mecânica domiciliar (VMD) precisa ser avaliado antes de sua transferência. Os pontos principais desta avaliação objetivam verificar o espaço físico interno, as barreiras arquitetônicas representadas pela largura de portas e corredor, pela presença de escadas e pelas condições de mobilidade para cadeira de rodas, a condição da rede elétrica do domicílio inclusive com relação à quantidade e localização das tomadas existentes, além das condições sanitárias da residência.

É comum a solicitação de pequenas reformas na residência antes da transferência do paciente do Hospital, objetivando a máxima adequação do domicílio para receber toda a estrutura necessária representada pelo material, equipamentos e pessoal, para prover um atendimento seguro ao paciente em VMD.

Outro fator importante a ser analisado é o ambiente no qual o paciente ficará alojado, observando itens como iluminação, umidade, ventilação/aquecimento e piso, devendo este ser o de maior praticidade para higienização.

 

2. Qual a atuação do fisioterapeuta no paciente com ventilação mecânica domiciliar? 

A realização do atendimento fisioterapêutico no domicílio de um paciente em VMD é por si só um desafio ao profissional. Acostumado pela sua formação a realizar tal atendimento em âmbito hospitalar, o profissional encontrará no ambiente domiciliar, características específicas que diferem das encontradas no hospital, principalmente no que diz respeito ao relacionamento com paciente/familiar e aos recursos terapêuticos disponíveis.

O convívio mais próximo e constante entre terapeuta, paciente e familiar dentro do ambiente domiciliar, possibilita a existência de um vínculo terapeuta-paciente baseado em respeito, confiança e afeto, e que poderá permitir ao profissional encontrar caminhos terapêuticos alternativos para atingir seus objetivos.

O fisioterapeuta deverá procurar adaptar-se ao ambiente domiciliar de cada paciente, desenvolvendo um senso de percepção, criação e improviso, buscando a utilização dos recursos que cada domicílio apresenta, visando assim, extrair ao máximo os possíveis resultados terapêuticos com cada paciente. Pequenas adaptações são muitas vezes necessárias para atingir determinados objetivos terapêuticos específicos.

A abordagem do profissional fisioterapeuta deverá ser global, com uma visão holística do paciente, proporcionando um tratamento não somente específico ao problema diagnosticado, mas principalmente às limitações impostas ao paciente, visando ao máximo à funcionalidade das ações praticadas nas atividades de vida diária.

As condutas fisioterapêuticas propriamente ditas a serem realizadas no domicílio não divergem muito das realizadas no ambiente hospitalar. Os objetivos terapêuticos muitas vezes são os mesmos, apenas diferindo um pouco na forma de atingi-los, em função do aproveitamento dos recursos presentes no domicílio.

3. Quantos pacientes são atendidos por Home Care hoje no Brasil?

De acordo com um trabalho elaborado pelo Núcleo Nacional das Empresas de Assistência Médica Domiciliar ( NEAD ) e publicado no Jornal O Estado de São Paulo em 14 de fevereiro de 2006, o setor conta com 170 empresas brasileiras especializadas em atendimento de saúde domiciliar, maioria dessas empresas estão localizadas em São Paulo, 30 mil pacientes sendo atendidos por mês em regime de Home Care, 73% dessas empresas tem como clientes planos de saúde, e 20% são serviços do SUS. Não foi mencionado o número de clientes particulares.

4. Quem indica o paciente para a internação domiciliar?

É o Médico titular do paciente. Qualquer caso ou procedimento com prescrição médica que contenha indicação clínica para internamento hospitalar pode, também, ser considerado indicado para o Internamento Domiciliar de Saúde, desde que, o paciente se enquadre nos critérios de inclusão do sistema extra-hospitalar, que o custo/benefício para a fonte pagadora seja vantajoso, que a segurança física e mental do paciente, dos familiares, dos cuidadores informais ou formais seja favoráveis e que haja o consentimento escrito dos envolvidos no processo.

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